Abrir Menu

Microsoft CRM - Terceiro Setor

Por Ana Beatriz Ferreira

Como profissional da Futurum tenho me deparado com o estimulante desafio de implementar o CRM em diferentes empresas, com naturezas de negócios muitos distintas.Um desafio em particular me alegrou muito: realizar uma consultoria para a implantação da solução CRM numa entidade do Terceiro Setor. Por vários motivos isso me alegrou. Vou elencar dois: atuei profissionalmente em algumas ONG´s e o CRM é um forte instrumento para encarar os grandes desafios de profissionalização destas entidades que, grande parte, sofrem com carência de tecnologia.

Tratar das pessoas que já conhecem a organização, seja porque participaram de alguma atividade, contribuíram financeiramente ou foram beneficiadas por algum programa da ONG, pode ser feito com o uso do CRM. Esta ferramenta é poderosa para ajudar a manter os dados organizados, permitindo criar conexões entre as pessoas, gerenciar as ações e os programas da entidade, valorizando tanto o contato como a memória destas relações (práticas importantíssimas para uma entidade do Terceiro Setor).

Outro desafio para as entidades do terceiro setor é o gerenciamento do histórico das ações e programas realizados. Manter de forma organizada, acessível, de preferência na forma eletrônica, com tecnologias de custos acessíveis que permitam o compartilhamento de informações dentro e fora da organização, significa um ganho de transparência e visibilidade.

Dado esses passos, podemos falar talvez do maior desafio do Terceiro Setor: a captação de recursos, seu gerenciamento e as prestações de contas. Este ciclo é complexo, pois implica relações com pessoas físicas, jurídicas, parcerias com setores públicos, privados e agências de fomento. Normalmente, entidades utilizam mais de uma fonte de captação, fazendo diferentes formas de prestação de contas. O CRM é uma ferramenta que permite criar uma campanha de email marketing para os membros de uma associação, permite a análise econômica de um evento e ajuda a elaborar a documentação para a prestação de contas do dia a dia de um projeto. Isso tudo é um instrumento chave para que as Entidades tenham folego para se dedicar a missão, sem gastar mais tempo e energia do que o necessário nas questões de ordem administrativa.

Quando uma entidade chega a neste nível de organização e profissionalização, um horizonte se abre para que a gestão criativa possa dar novos saltos e, por exemplo, utilizar de maneira madura as novas mídias sociais, apresentando seu trabalho, ampliando a captação de recursos para alcançar novos atores beneficiados pelo seu projeto e muito mais...