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CRM Jurídico e social

Por Ana Beatriz Ferreira

Independentemente de sua especialidade, seja ela trabalhista, familiar, civil, imobiliária, fiscal, previdenciária, empresarial ou administrativa, entre outras, um escritório de advocacia, no mercado de trabalho contemporâneo, deve se destacar para conquistar uma agenda fidelizada de clientes. Marketing jurídico, neste caso, envolve, além das negociações realizadas no escritório, as impressões e a imagem projetadas externamente a ele, que levam novos clientes a visitá-lo e os antigos, a retornar.

Entre as técnicas mais empregadas no setor para se ganhar destaque, quando bem estruturado e adequado ao Código de Ética e Disciplina, CED, dos advogados, o marketing pode gerar bons frutos. De acordo com o documento, no capítulo IV, artigo 28, “O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade.” Neste caso, cabem alguns questionamentos a respeito da questão, disponíveis no texto “Por que investir em Marketing Jurídico e em CRM?”

Em se tratando propriamente de uma solução de Gestão de Relacionamento com o Cliente, o advento do CRM 2.0 ou CRM Social também pode ser incorporado a este setor. Assim, surge uma oportunidade de os advogados promoverem positivamente a imagem de seus respectivos locais de trabalho com parcimônia e moderação, evitando a autopromoção de demandas falsas.

Aplicáveis aos segmentos que lidam mais com pessoas físicas, tais quais trabalhista, familiar e previdenciário, a utilização das redes sociais é uma forma de demonstrar a expertise do escritório de advocacia em questão sem a divulgação de convites e promoções virais. Alguns exemplos de técnicas interessantes podem ser o compartilhamento de imagens e postagens que expliquem leis de maneira aprofundada – ou até mesmo lúdica, a depender do público e da rede social -, mas sem excessos do que se convencionou chamar “juridiquês”.

Ou seja, com uma linguagem apropriada, definição acurada do público-alvo e dos temas abordados, os advogados podem usar plataformas como LinkedIn, Facebook, Twitter, YouTube, entre outros, para facilitar a compreensão de temas complexos envolvidos no Direito, além de esclarecimento de dúvidas sobre casos e processos.

A partir do momento em que uma constância for estabelecida, as redes sociais se tornam filtros essenciais para a análise de sentimentos realizada pelo CRM, em aplicativos como Microsoft Social Engagement. Com a publicação de um maior número de postagens e a obtenção de um público fidelizado, podem-se captar as reações às mensagens, os comentários e todo o feedback, seja ele neutro, negativo ou positivo. O atendimento, neste caso, também se fortalece, de modo que o escritório se faça uma marca confiável e mais disponível ao cliente que carece da solução de dúvidas e questões relativas ao seu caso.