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Por que investir em Marketing Jurídico e em CRM?

Por Ana Beatriz Ferreira

Muitos advogados e profissionais envolvidos em outros níveis com a atividade jurídica ficam receosos ao refletir sobre tentativas de implementação de marketing em seu local de trabalho. De acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB, por exemplo, existem restrições expressas a determinados tipos de atividades publicitárias e comerciais. Quando planejado de acordo com este regimento, entretanto, o Marketing Jurídico não se enquadra na categoria de má conduta. Muito pelo contrário, torna-se uma ferramenta importante para a projeção de um escritório.

Acima de ações que visem exclusivamente ao lucro, como nos segmentos empresariais, as técnicas de marketing aplicadas à área da advocacia podem ser relevantes no destaque obtido frente a prospecções e à clientela, de modo geral. Em outras palavras, escritórios que demonstram maior preocupação com a construção de uma imagem externa e com a boa prestação de serviços acabam por se destacar num setor que é bastante competitivo devido à grande quantidade de profissionais no mercado. A Gestão de Relacionamento com o Cliente, neste caso, vem logo em seguida.

Com uma boa implementação de marketing, a qual pode ser otimizada pelas ferramentas presentes num software de CRM, o advogado cria uma evolução de relacionamento com seu cliente que torna possível a compreensão das demandas e do perfil deste, num panorama privilegiado do caso em estudo. Trata-se ainda de demonstração de expertise, o que é de grande valia para o mercado de trabalho contemporâneo em todos os setores e níveis hierárquicos que abrange.

Ao se falar sobre marketing e CRM, ainda, alguns advogados assumem uma postura cética em decorrência do fato de que tais preocupações, supostamente, deveriam pertencer apenas a administradores de empresas. A verdade, contudo, é que as novas tecnologias e o próprio modus operandi mercadológico criam necessidades de modernização e de atenção integral a todas as respostas dadas pelos clientes. Assim, com um público cada vez mais exigente, que não vem apenas de indicações de outras pessoas, visto que conta com muitas ferramentas de pesquisa, é necessário ter um controle bem estruturado dos serviços que têm sido prestados.

Cabe ao cliente, neste e na grande maioria dos casos, o papel de “termômetro” das ações do escritório. Um advogado passa a saber, daí, em que pontos têm errado e como pode crescer profissionalmente. Se o trabalho tiver sido executado de forma correta, a satisfação é o indicador mais evidente – e principal – de que a missão foi cumprida com êxito.