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Operadoras de turismo e a implantação de CRM

Por Ana Beatriz Ferreira

Responsáveis pela montagem de pacotes turísticos, amplamente difundidos especialmente no segmento de lazer no mercado brasileiro, as operadoras desenvolvem um papel centralizador, a partir do momento em que auxiliam no fornecimento e na distribuição de viagens e de serviços ligados a estas.

No cenário econômico, também para elas, o momento é desafiador, de modo que podem optar pela criação de pacotes que incentivem os turistas a continuarem com suas viagens, ainda que de maneiras alternativas, como fora dos momentos de alta temporada. Apesar disso, de acordo com a Braztoa, Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, no Anuário 2015, o faturamento das empresas associadas, em 2014, foi de 11,452 milhões, com uma variação de 6,54% em relação a 2013, o que aponta para uma realidade menos drástica, mas que requer atenção e busca de novas estratégias de consolidação.

Ligadas à venda de cruzeiros, locadoras de veículos, meios de transporte, cartões assistenciais, meios de hospedagens, guias, parques, shows, museus, agências de incentivo e organizadoras de eventos, apenas para exemplificar uma parte de seus negócios, as operadoras, ao lidar com grande quantidade de servidores e consumidores, podem optar por uma implantação de CRM.

Com o aporte tecnológico, é possível melhorar desde o relacionamento com agências e fornecedores até a ligação e a oferta de serviços cada vez mais especializados à carteira de clientes. Capaz de automatizar processos e de otimizar as tarefas das áreas comercial e de atendimento ao cliente, a solução consolida dados estratégicos de marketing e vendas em painéis e relatórios.

Levando-se em consideração a grande procura por destinos domésticos e a expansão do segmento corporativo, é importante atentar ao fato de que, conforme o Anuário 2015 da Braztoa, 56% das vendas das operadoras no ano passado foram representados pela categoria de pacote completo aéreo + terrestre, seguida por só terrestre (25%); marítimo com ou sem aéreo (16%) e só aéreo (3%); assim, com os clientes potenciais e leads qualificados em vista, as companhias podem identificar os mais rentáveis e fazer uma boa gestão de cotações e ocorrências juntamente a seus fornecedores.

Fonte: Anuário braztoa 2015